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TODOS OS 198 PAÍSES

Lá no meio do Oceano Atlântico, entre tantas vidas, num ponto de tempo perdido no meio de tantos séculos, mais especificamente no dia 8 de maio de 2012, um norueguês colocava os pés pra fora do aeroporto com uma sensação um tanto quanto… única. Gunnar Garfors completava um (belo) ciclo de sua vida. Mais do que a conquista pessoal, vinha de sobra a conquista de um recorde: o ser humano mais jovem a visitar todos os países do mundo por hobby.

Tudo começou em 2004, quando ele e um de seus 7 irmãos resolveram passar as férias em um lugar nada usual: Quirjiquistão. Saíram de lá com o coração realizado e cheios de história. Daí veio um objetivo: visitar todos os sete países “istão” (esses todos que terminam com esse sufixo). Mas pode ter começado antes, coisa de sangue mesmo. Cresceu vendo seu pai, médico, viajar o mundo em um navio e mandar fitas de áudio em que contava histórias pelos países que passava. “Inspiração certeira”, ele conta. Mas sua mãe também garante que desde pequeno ele era o garoto dos ‘por quês’. Por que isso, por que aquilo, por que acolá? Pode ter sido, também, o fato de aos 17 anos ele ter se jogado num trem desses que cruza a Europa e ter sentido que aquilo ali que era vida.

Os motivos certamente se somam. Mas o que importa, de verdade, é que Gunnar tem 37 anos e já visitou todos os 198 países do mundo (ele conta 193 membros das Nações Unidas incluindo Cabo Verde- o último a ser visitado, mais Vaticano, Kosovo, Palestina, Saara Ocidental e Taiwan). E, só pra descontrair, ele também já conquistou outro recorde que você, caro leitor, também vai se perguntar “quantas horas tem o dia desse cara?”: ele esteve, em um único dia, em 5 continentes diferentes. Essa feita foi realizada no dia 18 de junho de 2012. De Istambul pra Casablanca; de Casablanca pra Paris, de Paris pra Punta Cana; de Punta Cana pra Caracas. E ele garante que não ficou só nos aeroportos. “Não sair ia ser muito chato”. Tá certo.

O que deixa tudo isso ainda mais interessante é que Gunnar não é daqueles que passa todos os dias do seu ano viajando. Não. Pelo contrário, ele trabalha todos os dias: é presidente da IDAG, uma organização internacional de rádio e TV. Conquistou todos os carimbos do mundo no seu passaporte viajando em finais de semana – alguns prolongados – e durante as férias. “E é possível conhecer um país em tão poucos dias”, pergunto. Ele é direto: “Ter uma primeira impressão é melhor do que não ter uma primeira impressão”. “É fato que em alguns casos eu não conheci o lugar da forma como eu gostaria de ter conhecido, mas ainda assim, eu sinto o feeling, conheço pessoas, descubro a natureza e construções, respiro aquele ar e sinto cheiros do lugar”, reflete. E com tanta experiência, esse norueguês aprendeu a conhecer o máximo de cada lugar por onde passa. A dica principal? Andar. Andar muito. “Quando eu chego em algum lugar, ando algo em torno de 10 a 20km num só dia, pra explorar mesmo o lugar”. Suas andanças já o levaram a favelas na Índia até bairros sinistros nos EUA, mas, ainda assim, ele diz: “Eu teria odiado estar só em locais bacanas e elegantes; seria como viajar dentro de uma bolha”.

“Impulsividade é algo muito subestimado atualmente”. E foi com uma boa dose de impulso que ele conseguiu atingir o seu pretensioso objetivo. Sem planejar muito, mas de olho em passagens aéreas promocionais. Sempre que via alguma e conseguia conciliar a agenda, tascava comprar o tíquete. E era isso. O resto se desenrolava na base das andanças e do sorriso no rosto. “Chegar em qualquer lugar novo exige tratar bem as pessoas que já moram ali com respeito, cabeça aberta e sorriso estampado”, ele explica. E foi assim que acabou por conhecer as “pessoas reais” de cada país em que pisou. Isso, a propósito, é uma das coisas que mais valeram depois de tantos quilômetros voados/rodados/andados. “As experiências, as pessoas e as histórias”, ele completa. “Ah, as memórias”.

Se ele realizou o que tantas pessoas dizem sonhar, ele tem um recado: “Nike! Just do It! E não planeje muito”. Todas as suas experiências estão sendo contadas em um livro, que deve chegar às livrarias norueguesas em setembro do ano que vem. E em janeiro, ele volta pela terceira vez ao Brasil (ele já passou por São Paulo e pelo Rio) pra conversar com um editor sobre a publicação do livro por aqui. “Não vai ser um guia, mas uma compilação de histórias dos 198 países por onde passei. Acho que vou conseguir inspirar algumas pessoas a se jogarem nessa delícia que é viajar”. Delícia e muito mais. Quando faço aquela clássica pergunta “o que viajar representa pra você”, ele vai longe: “É tudo. É inspiração. É amizade. É educação. É diversão. Aumenta a criatividade, me ajuda e aprender sobre mim mesmo e sobre os outros, abre os meus olhos pra enxergar o mundo com outras perspectivas e ajuda a satisfazer a minha curiosidade”. Por essas e outras, ele garante que vai continuar viajando. “Seria um insulto pra minha mente e corpo não viajar”.

 

E um bate bola rápido com o viajador:

País onde

-Você moraria?

Todos

-Teve medo de estar?

Nunca tive medo, mas quase entrei numa briga com um cara que portava um facão na Somália. Foi o mais perto que eu estive de sentir medo.

 – Mais bonito?

Tenho que ser um pouco tendencioso aqui e dizer que é a Noruega. A Costa Oeste e Norte são simplesmente incríveis com fiordes, montanhas selvagens, ilhas, cachoeiras, rios, florestas, geleiras. Eu amo a diversidade.

-Mais feio?

Não existe país feio. Mas eu odeio a poluição e as pessoas que não consideram nosso mundo. Existem alguns “bolsões de poluição” em vários países.

-Mais surpreendente?

Eritreia (no Chifre da África) me surpreendeu. É um lugar fantástico, uma pena eu não poder dizer o mesmo sobre o governo lá.

– Com mulheres mais bonitas?

Turcomenistão, Brasil e Ucrânia.

-Homens mais bonitos?

Noruega! (Risos) Não acho que sou qualificado pra dizer.

– Melhor comida típica?

Eu amo comida asiática. Em Taiwan, Vietnã e Tailândia foi o máximo! A comida é sempre muito melhor no seu país de origem!

-Mais barato?

Provavelmente Vietnã e Honduras

-Mais caro?

Noruega, infelizmente. A única coisa barata aqui é o caviar. Você compra em um tubo e põe no pão no café da manhã.

No site dele, ele dá várias dicas aos viajantes de coração.

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ALL THE 198 COUNTRIES

There in the middle of the Atlantic Ocean, between so many lives, at a point of time lost in the midst of so many centuries, specifically on May 8th, 2012, a Norwegian stepped out of the airport with a feeling somewhat … unique. Gunnar Garfors completed one ( beautiful) life cycle. More than a personal achievement, this was the conquest of a record: the youngest person to visit all countries of the world as a hobby .

It all began in 2004, when he and one of his seven brothers decided to spend the holidays in a place nothing short of unusual: Kyrgyzstan.They left there with a joy-filled heart and full of stories to tell. Then came one goal: visit all seven countries ending in “STAN” . But it may have begun before, as something in his blood. He grew up watching his father, a doctor, traveling the world on a ship and sending audiotapes that tell stories of the countries visited. ” A sure inspiration”, he says . But his mother also ensures that since he was young, he was a boy of “whys” . Why this, why that, why there? It may have also been the fact that at 17 he had thrown himself on a train that crossed Europe and got the feeling that that was the life he wanted to live.

The reasons certainly add up. But what matters, really, is that Gunnar is 37 and has visited all 198 countries of the world (he counts the 193 UN members as well as Cape Verde, the last to be visited, Kosovo, Palestine , Western Sahara and Taiwan). And just for fun he also won another record that will make you, dear reader, will certainly ask “how many hours does this guy’s day have?”: He was, in a single day, in 5 different continents . This was happened on June 18th, 2012 . Istanbul to Casablanca, Casablanca to Paris, Paris to Punta Cana, Punta Cana to Caracas. And he was not only within airports . “If I did not leave them, it would have been very boring.” Alright.

What makes all this even more interesting is that Gunnar is not one who spends every day of his year traveling. No. Instead, he works every day: the president of IDAG , an international radio and TV. He conquered all the world’s stamps on his passport traveling on weekends – some long ones – and during the holidays. “Is it possible to know a country in so few of days?”, I ask. He is blunt: “Having a first impression is better than not having a first impression. It is a fact that in some cases I did not know the place the way I could have known, but still, I got the feeling of it, got to know people, find out about its nature and buildings, to breathe air that smells like the place “, he reflects. And with so much experience , this Norwegian learned the most of every place he visited. The most precious tip? To walk. Walk far. “When I get somewhere , I walk somewhere around 10 to 20km in one day to explore the same place.” His travels have led him to slums in India and some nasty neighborhoods in the U.S., but still, he says : “I would have hated to have just seen cool and elegant parts of town, it would be like traveling in a bubble.”

” Impulsivity is very underrated right now.” It was with a good deal of momentum that he has achieved his pretentious goal. Without much planning, but with an eye on discounted airfare. Whenever he saw something and could reconcile his agenda, he would buy the ticket anyways. And that was it . The rest unfolded thanks to a smile of this face and some shifting things around.” Arriving anywhere requires treating people who already live there with respect, an open head and a grin,” he explains . And so he came to know the “real people” of each country in which he stepped. This, incidentally, is one of the things that made it all worth it, after so many kilometers flown / ran / walked. “The experiences, the people and the stories”, he adds. ” Ah, the memories.”

If he realized what many people dream of, he has a message: “Nike ! Just Do It! And do not plan too much. ” All his experiences are told in a book , which is due to hit Norwegian bookstores in September of next year. And in January , he returns to Brazil for the third time (he ‘s been through São Paulo and Rio) to talk with a publisher for the book here. ” It will not be a guide, but a compilation of stories of the 198 countries where I have been. I think I can inspire some people to take on the delight that is traveling.” A delight and more. When I ask that classic question “what is travelling for you?,” he goes further: “It’s everything. It is an inspiration. It is friendship. It is education. It’s fun. It enhances creativity, and helps me learn about myself and about others, to open my eyes to see the world through other perspectives and to help satisfy my curiosity.” For these and other reasons, he says he’ll keep traveling. “It would be an insult to my mind and body not to travel .”

 

And a quick round of questions for our traveller:
Country that…
– You would live ?
Every
–  You were afraid of visiting?
I was never afraid, but I almost got into a fight with a guy who carried a machete in Somalia. It was the closest I’ve been to feeling afraid .
 – Is the most beautiful ?
I have to be a little biased here and say that it is Norway. The West Coast and North are simply amazing with fjords, wild mountains, islands, waterfalls, rivers, forests, glaciers. I love the diversity .
– The ugliest?
There are no ugly countries. But I hate pollution and people who do not consider our world. There are some ” pockets of pollution ” in several countries .
– Most surprising ?
Eritrea (Africa) surprised me. It is a fantastic place, though it’s a shame I can not say the same about the government there.
– With most beautiful women ?
Turkmenistan, Ukraine and Brazil .
– With the cutest men?
Norway! ( Laughs ) I do not think I’m qualified to say.
– Best typical food ?
I love Asian food. Taiwan, Vietnam and Thailand has the best food! Food is always the best in it’s country of origin.
– Is the cheapest?
Probably Vietnam and Honduras
– Most expensive ?
Norway, unfortunately. The only thing that is cheap here is the caviar. You buy it in a tube and put on bread for breakfast .
On his website, he gives several tips for all travelling souls.
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TODO MUNDO NOO