Do Rio para o mundo, uma plataforma de opiniões, sempre em busca

NEGÓCIO E ÓCIO

Segue a estrada. Primeira, segunda, vrum, quinta marcha. Janela fechada, carros diferentes e iguais caminhando lado a lado, no mesmo sentido, mesmo rumo. Bifurcação à frente. Para e pensa. Pra onde mesmo? “Não sei”. Take it easy, my brother. Easy? Como é que se pega leve atualmente mesmo? Tem que estacionar, tem que parar pra lembrar de respirar. Entre o negócio e o ócio há muito mais do que meras 3 letras. Negócio é a labuta, a ralação de todo santo dia, é a recompensa pelo suor do seu trabalho. O ócio é o tempo livre, o tempo vago, o não fazer nada. Negócio é engatar e seguir. Ócio é a folga na direção. Vem do latim, otiu e, quando você para um pouco, se liga que não é vadiagem, vagabundagem ou algo que o valha: é tempo de mudar o foco do pensamento. Pra refazer energizar, pra meditar, pra deixar a sobrevida de lado e encontrar a… vida. Mas não dá pra dar mole: é fácil seguir na estrada e passar batido por essas entradas. Tem que ter consciência dessa movimentação. E ela vem, ah, se vem. Às vezes é um quebra-mola, pode ser um buraco, uma baita duma bifurcação ou algum sinal mais brusco como a perda de um ente querido.

Com Rodrigo foi assim: aos 23 anos ele já tinha um negócio próprio, era formado em Teatro, em TV e Cinema e em Agronegócio. Estava prestes a entrar na pós em marketing. Seu ócio já não era não fazer nada: desde então, ele era percussionista, vivia pesquisando sobre novos ritmos e sonoridades. Mais: fazia reiki, meditava e tinha descoberto a arte do clown (ou a arte do bom e velho palhaço). Diversidade e caminho trilhado, sim senhor. De 2012 pra 2013, eis que o quebra-mola apareceu. De uma hora pra outra, Rodrigo perdeu seu pai e tirou o pé do acelerador. Da perda, o pause. E do pause, a reflexão em torno da vida, amor, trabalho e evolução. “Naquele dia ficaram inesquecíveis três coisas: o amor, a união e a celebração da vida”, ele lembra. As perguntas vieram naturalmente. E daqui pra frente? Qual vai ser o próximo projeto? O que eu realmente amo? Sonhar ou executar? Encher o bolso ou preencher a alma? As perguntas eram dele, daquela rodovia da sua vida, mas foi só começar a pôr pra fora suas angústias pra ver que aquilo era trazido por todo mundo, cada um do seu jeito.

Juntou todas as ferramentas que a vida já tinha colocado no seu caminho e, pouco a pouco, configurava o tal “próximo projeto”. O que ele era, exatamente, não sabia. Mas tinha a ver com essa coisa de aprender a equilibrar o ócio e o negócio. Nesse meio tempo, entre caronas e ruas em comum, conheceu a Roberta. Carioca de alma e publicitária de formação, ela escolheu o Rio pra chamar de lar dos 18 aos 27 anos, quando foi morar um tempo fora e, na volta, se jogou na maior selva de pedra do Brasil pra se reestabelecer no mercado. Entre a capital e o interior, ficou 5 anos focada no trabalho – São Paulo é a cidade pra quem quer se perder e se encontrar só no negócio – até que sentiu que sua saúde começou a reclamar do estilo de vida endoidecido, acelerado e estressado. Nem todo o reiki, o yoga, o budismo, o Hare Krishna ou as tantas outras buscas que tinha feito estavam dando conta. A alta velocidade do negócio não permitia que ela tirasse o pé do acelerador. Da amiga em comum que apresentou os dois, Roberta e Rodrigo viram que tinham muito mais em comum. Sonhavam parecido, riam parecido e amavam parecido. Cada um no seu carro, resolveram pular pra caminharem juntos. Nascia o Folga na Direção. Pra dar inspiração para o ócio e para o negócio e “Dar ferramentas para as pessoas decidirem sobre suas escolhas e equilibrar suas vidas”, eles contam.

Mas isso era o começo. Não demorou para perceberem que por trás de todo esse dilema, sempre tem alguém cheio de dúvidas e vontades de fechar os olhos e seguir o coração. Take it easy. “Por experiência própria, a gente sabia que pra escolher o caminho, é preciso material, opiniões diferentes e, claro, exemplos”, contam. E é justamente esse buraco que o Folga na Direção vinha pra cobrir. Um “Veículo de Evolução Coletiva”, é como descrevem o projeto. Um site com conteúdo pra inspirar e ajudar a encontrar qualidade de vida. “Tem muita gente que busca essa evolução, esse crescimento pessoal e essa coisa de pensar fora da caixa, mas aquilo acaba virando um mantra que fica em altares tão distantes que ela não consegue agir”, explica Rodrigo. Daí, querem mostrar que esse caminho já existe: é só observar e se permitir. “A gente quer convidar as pessoas pra pegarem carona nisso de olhar a vida de formas diferentes, colocarem a cabeça pra fora e tomar um vento na cara”, brinca Roberta. Tem seção composta só por temas que os movem e comovem, tem entrevistas com gente que inspira -“E o mais bacana é que ninguém senta no nosso banco por acaso, sempre é indicação de alguém que já foi inspirado por esse outro, isso cria uma rede fantástica”, contam-, tem experiências pelo mundo. Tem o que quem quer mudar o rumo precisa pra dar a ré e seguir.

Há 6 meses, abriram as portas pra chamar pra essa carona. Pra desacelerar, tirar os cintos da insegurança e compartilharem dúvidas e vivências. O portal é todo colaborativo e é recheado de conteúdos desses que mostram que um novo e bom mundo existe – e vem ganhando estradas novas a cada dia. “Nosso combustível é a troca de conhecimento e quanto mais pessoas somarem pra isso, melhor vai ser essa viagem”, contam. Além dos textos que escrevem e dos colunistas fixos, vira e mexe recebem contribuições de gente que tá explorando e se encantando com essas novas possibilidades. Pra unir o ócio ao negócio e deixá-los bem pertinho, também estão bolando planos de investir em cursos e palestras e prospectando marcas que tenham sintonia com o propósito para apoiarem.

Isso é plano pra daqui a 3 meses. Atualmente, estão pelo mundo realizando um sonho de longa data pra preencher ainda mais o Folga na Direção. “Tanto a viagem quanto o projeto são uma externalização do que se passava dentro de nós: mudança, busca por evolução, quebra de status quo e crescimento pessoal”, eles contam, “Tiramos 7 meses para viajar e estruturar o Folga para que continue sendo projeto principal das nossas vidas”. É que o caminho eles já encontraram. E vão seguindo nele – de Kombi, uma alusão à liberdade, à simplicidade e ao pluralismo -, querendo levar mais e mais pessoas nesse caminho sem volta em busca do equilíbrio. Take it easy, my brother. Nunca é demais lembrar.

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