Do Rio para o mundo, uma plataforma de opiniões, sempre em busca

Luz, câmera e ação: Youtuber, a profissão do agora

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O Youtube, plataforma de vídeos na internet, teve início em uma garagem de São Francisco (Califórnia, EUA), em fevereiro de 2005. Foi lá que alguns funcionários do Paypal (famoso site responsável por transferências de fundos) tiveram uma vontade simples de compartilhar seus vídeos com uns amigos e desse ponto, iniciaram a criação de um programa de computador. Cerca de 20 meses depois, a invenção de Chad Hurley, Jawed Karin e Steve Chen foi comprada por US$ 1,65 bilhões pelo Google.

No começo, o site abrigava vários tipos de vídeos, clipes musicais, filmes, vídeos de gatinhos fotos e bebês sorridentes, mas o que ninguém esperava é que o Youtube revolucionaria ao quebrar paradigmas, hierarquias na comunicação, na cultura de consumo e comportamental de toda a sociedade com acesso à internet ao redor do mundo.

Com o passar do tempo, as pessoas viram nessa plataforma uma oportunidade de produzir e disseminar um conteúdo próprio, foi assim que sugiram os youtubers. Não está familiariazido com o termo? Não se sinta mal, ele é relativamente novo. Sua primeira geração ainda está na casa dos 20 anos e tem como exemplo alguns nomes como Cauê Moura, Felipe Neto e PC Siqueira, que desbravaram os caminhos da profissionalização e se tornaram fenômenos de audiência, influência e business.

Mas como estamos em tempos ágeis, que não esperam por nada, a segunda geração considerada a dos ” youtubers teens”  já está aí, existindo e inspirando mais alguns pequenos jovens que não fazem ideia do que significa horário nobre, novela das 8 e Jornal Nacional, a seguirem a mesma profissão: como ser um youtuber famoso e rico?

Uma pesquisa encomendada pelo Google, revelou que chegamos a quase 90 milhões de espectadores de vídeo online no Brasil esse ano, consumindo, em média, oito horas semanais de vídeos na Web, o que pode representar um bom negócio para os canais mais populares.

Se a primeira geração de youtubers já faz bastante barulho no mundo online, imagine uma segunda geração que deixou todos os seus seguidores ainda mais engajados e sedentos por conteúdo. Essa geração surgiu com a concretização do youtuber como uma profissão do futuro. A fama não veio só na internet e se tornou sinônimo de muita influência, dinheiro e engajamento também no mundo offline. Já temos youtubers lançando best-sellers em livrarias e fazendo shows pelo Brasil. Além de cobrar mais de 150 mil reais para fazer um vídeo para uma marca. O famoso #publipost.

Depois de toda essa imersão, nos tornamos mais um espectador entre milhões de canais do Youtube aqui do Brasil, por isso convidamos cinco deles para fazerem um editorial fotográfico no novo Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, e entender um pouco mais sobre esse universo. Com vocês: ParafernalhaPorta dos Fundos, Com Sensual, La Fênix Detdetinho.

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Canal: Parafernalha – Renata Canossa, Jhonny Drumond, Cezar Martins, Mariana Rebelo. 

Quantos inscritos? 8.568.067

Quando começou? 

Cezar Maracujá: Eu comecei a fazer vídeos em 2010, estou há seis anos trabalhando no Youtube. Antes era só diversão mesmo, divulgava no Orkut para a galera. Comecei com meus amigos, de brincadeira, tinha uma câmera e decidi fazer. Formamos um grupo de esquete, dos amigos do teatro, que era Os Bilugas. Aí o grupo se desfez. Até o Rafael Portugal, que hoje é do Porta, estava junto comigo. Foi ai que fui para o Parafernalha, há 4 anos. O canal tem 5. Cheguei lá antes de bater 1 milhão.

Johnny dos Santos: Eu comecei em 2013, por acaso. Estava assistindo uns vídeos em casa, aí gostei do Parafernalha e pedi para uma das produtoras da época para assistir uma gravação. Eu assisti e nessa gravação precisou de alguém para fazer uma cena rapidinha e eu aceitei. Fiz essa cena e, depois disso, começaram a me chamar para participações pequenas. Depois, comecei a trabalhar na produção do canal e continuei fazendo participações. Hoje, eu sou ator e assistente de direção lá. Provavelmente, eu vou ficar só com uma função mesmo. Desde então, eu sou o dono do Parafernalha (muitos risos).

Renata Canossa: Eu comecei a fazer teatro com 12 anos e aí eu fui indicada pelo Lucas Sales, que era integrante da Para, no finalzinho de 2013, para fazer um vídeo. Aí eu fiz um vídeo e é isso, estou lá. Eu também cheguei lá nos 4 milhões de seguidores, passou muito rápido.

Mariana Rebelo: Final de 2012. Antes, eu fazia teatro. Comecei em 1999. Aí eu também fui indicada para o Parafernalha e entrei no mundo do Youtube.

Vídeo mais marcante do canal para vocês?

Mariana Rebelo: Para mim é o “Que remédio”.

Renata Canossa: Eu acho que um dos que eu mais gostei de gravar, que teve um boom muito grande também, foi o “Tipos de professores e o tipos de alunos”. Esse bombou muito. O da academia também. A gente bateu quase 9 milhões de views.

Jhonny dos Santos: Um dos meus preferidos é o da “Quentinha fria” e “Moto Taxi”.

Cezar Martins (Maracujá): Eu gosto muito do “Moto Taxi”.

Qual canal do Youtube vocês mais assistem?

Cezar Martins (Maracujá): Eu assisto de tudo. Eu quero ver o que a galera está produzindo na internet. Desde vlog a maquiagens, explosão…

Jhonny dos Santos: Eu gosto muito de canais pequenos, eu gosto de ver o canal começando. Eu já vi canais pequenos que, de repente, explodiram. Aquele cara, que é muito bom, Boyce Avenue. Eu lembro que eu assistia e o canal tinha 150 inscritos e, hoje, os caras são fodões.

Renata Canossa: Antes, eu assistia o Youtube só para música, só para assistir clipes. Vou confessar aqui agora, quando eu fui chamada para gravar no Parafernalha, eu nem sabia de fato o que era. Eu sabia que o Lucas fazia, que eu já conhecia ele, e sabia que era um canal que bombava na internet. Mas se eu tinha visto dois vídeos era muito. Depois que eu entrei lá que eu vi que o Youtube tinha muitas outras possibilidades. Hoje em dia, eu assisto a Para, Porta dos Fundos, Assisto alguns tutorias, vlogs… Eu tenho uma tendência a criar um canal, mas ainda não amadureci essa ideia na minha cabeça. Mas eu assisto de tudo e eu gosto muito de assistir esquetes, que concorrem com a gente.

Mariana Rebelo: Eu assisto muito pouco. Uma vez, eu peguei o elevador com o Felipe Netto sem saber quem era ele (risos). Eu assisto muita série, muito Netflix. Eu gosto de escrever, então, eu assisto muita coisa de audiovisual para poder escrever. Eu assisto Porta dos Fundos, assisto curtas, esquetes. Assisto uns gringos que eu não sei nem te dizer nome.

Como saem as ideias para os vídeos? Temos uma equipe de roteiro, mas, nós atores temos a liberdade de participar de todas as reuniões, quando nós lemos os roteiros aprovados na reunião e damos ideia, opinião… Uma vez por semana a gente tem essa reunião.

Como você descreveria o seu canal para a sua avó? Um canal de esquetes que faz comédia. Somos atores de comédia trabalhando com humor. É tipo Zorra Total (risos) ou Os Trapalhões.

Como você recomendaria alguém assistir ao seu canal e se inscrever?  Se você gosta de comédia, gosta de rir, assista a gente!

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Canal: La Fênix – Rodolfo Credi-Dio, José Airlon (Lucky) e Alan Berenger.

Quantos inscritos? 2.706.995

Quando começou? 2004. Tem 12 anos, quando nem existia Youtube e a gente hospedava no nosso site mesmo. Quando tinha muita visualização o site saía do ar, totalmente diferente de hoje em dia.

Por que você decidiu entrar para o Youtube? Assistindo Jackass. Uma vez, vendo televisão, na MTV, apareceu o Jackass e eu achei aquilo muito bom, eu ri muito assistindo, chorei de rir. Então, chamei meus amigos, baixei todos os vídeos na internet que tinham disponíveis na época, todo mundo gostou. Na mesma semana, por coincidência, meu pai comprou uma câmera que filmava 15 segundos sem som e a gente começou a gravar.

Vídeo mais marcante do canal? Teve um muito legal que a gente foi em Manaus, em uma tribo indígena, fazer o ritual da tucandeira, que é um ritual de passagem dos índios. Você põe uma luva com 200 formigas tucandeiras – que é a formiga mais venenosa do mundo, e conhecida como formiga bala em inglês porque a picada dela dói como um tiro, de tanto que dói – ela fica te picando lá, aí você tem que dançar em volta dos índios e dar três voltas no altar. Eu só dei uma volta e parei sem aguentar mais. Antes de fazer, eu pesquisei e ninguém nunca morreu fazendo isso, seria muito azar eu ser o primeiro. Quando eu cheguei na tribo e tinha um indiozinho de 11 anos fazendo e pensei que se ele não ia morrer, ia ser muito azar se eu morresse. O problema é que não dói só na hora, você fica 4 horas com a mesma dor. Muita dor na mão, dava vontade de arrancar a mão fora.

Vocês desenvolveram resistência a dor? Não, sempre dói da mesma forma. Acontece que a gente já sabe mais ou menos como é dor e o que esperar. Muitas das dores não são mais surpresa. Talvez a gente seja mais resistente do que outras pessoas. Muita gente acha que somos masoquistas, que gostamos de sofrer. Mas a gente não gosta, só que achamos engraçada a reação com a dor, então, fica legal no vídeo. Só que não é questão de gostar e sim de ficar legal depois.

Qual canal do Youtube você mais assiste? Assistimos muitas pegadinhas, é o que eu mais vejo. Aleatórias, não de um canal.

Como saem as ideias para os vídeos? Cada um vai pensando e vai trazendo. Alguém às vezes sugere mas não quer fazer, e pergunta se alguém faz. A gente tem um banco de ideais. Nem sempre o que a gente coloca é o que a gente quer fazer. Tem que tomar coragem para fazer algumas ideias, ou ter um contexto bom.

Como você descreveria o seu canal para a sua avó? A gente chama de humor alternativo, porque não é piada, não é stand up, é um humor diferente, é um humor físico. Um humor vídeo cassetada, só que de propósito, é para ver os outros caindo, os outros se machucando.

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Canal: Porta dos Fundos – Karina Ramil

Quantos inscritos? 12.696.067

Quando começou? Entrei oficialmente em abril quando eu fui contratada pelo Porta dos Fundos. Já tinha feito algumas participações no ano passado.

Você já tinha tido experiência com o Youtube?  Eu tenho uma companhia de teatro chamada Companhia de Quatro, e a gente já escreveu algumas webséries, mas a gente nunca concretizou elas. Já participei de uma série que era uma websérie e depois virou série. Sempre fui assim, tangenciando a internet, mas aí quando entrei no Porta entrei de vez para o mundo do Youtube.

Você sempre tendeu para esse lado da comédia? A comédia foi sempre um traço marcante. A companhia toda tem facilidade e nos entendemos bem falando sobre humor. Não é a toa que eu acabei caindo no Porta, que é um canal de humor. Eu sempre me senti bem confortável nesse lugar, é a forma que eu dialogo na minha vida e eu acho que na interpretação isso acaba reverberando.

Vídeo mais marcante do canal? Tem vários que eu gosto muito, mas tem um que me marcou, que foi o primeiro que bombou e eu ainda não era contratada: o do Woody Allen. Eu ainda tava começando, tava nervosa, eu não conhecia eles direito e bombou. Eu acho o texto muito engraçado, quando eu li pela primeira vez, de cara já achei o texto muito bom. 

O que você acha da sua repercussão no Porta? Você fica lendo comentários? Cara, eu leio muito os comentários. Até me sacaneiam por isso no Porta. Tem uns que me xingam, tem uns que gostam de mim, me amar eu já não posso afirmar, né, porque, sei lá… Tem muita gente que manda recado pessoal também. Mas, assim, eu amo ler os comentários. Até porque as pessoas falam umas coisas assim, tão… que eu não entendo da onde elas tiram. Eles se apegam muito aos detalhes. O que eu acho mais piração é que eu fico pensando “será que elas não pensam que alguém pode ler isso?”. Elas tiram varias conclusões… mas, com a repercussão do Woody Allen e dos outros vídeos também, eu fiquei muito feliz. É uma coisa que eu vivia na minha vida. Muitas pessoas que eu não tinha contato há muito tempo e pessoas que eu já tinha esbarrado na profissão vieram elogiar o texto e a interpretação. Esse é o bom da web, não dá um limite que, muitas vezes, a TV dá, como o horário, o canal… Na web você pode deixar para ver depois.

Qual canal do Youtube você mais assiste? Eu vejo muito vídeo de comida, tipo Ana Maria Brogui e o Tastemade. Vejo também de maquiagem. Eu gosto muito da Julia Petit e das dicas que ela dá. Mas um que eu amo de verdade é a Academia das Drags

Como saem as ideias para os vídeos? Você participa? Eu nunca escrevi nenhum texto. Já dei algumas ideias, mas eu tenho vontade e em breve escreverei. Tenho pensado sobre isso. Geralmente, eles escrevem alguma ideia, algum esboço, mandam e recebem feedback, ajeitam… E eles têm uma reunião para falar só sobre todos os textos.

Como você descreveria o seu canal e sua profissão para a sua avó? Um canal dentro da internet, onde você tem acesso a toda a programação a qualquer momento. Eu sou uma atriz desse canal de humor, irreverente, com pessoas diferentes e que não necessariamente tem uma linha. 

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Canal: Com Sensual – Bianca Jahara

Quantos inscritos? 1.811

Quando começou? Há menos de 3 meses. Na verdade, eu estou 4 anos na tv, com o Penetra, aí no final do ano passado eu ofereci um programa para a – agora falecida – Rádio Cidade que era um programa sobre relacionamento. Eu tinha muita vontade de falar de relacionamento e não só sobre sexo, porque sexo está dentro do relacionamento e no Penetra só se fala de sexo, mas eu gosto tanto de relacionamento e de falar sobre isso que resolvi montar o canal. Como eu apresentava esse programa na Rádio Cidade, eu acabava não dando tanto a minha opinião sobre os temas, que eram criados por mim e os roteiros também. Então, assim, eu estudava para caramba para apresentar cada tema, e tinha uma necessidade enorme de falar sobre aquilo, e acabava que os outros participantes do programa que tinham que comentar. Eu juntei exatamente cem roteiros, que foram feitos até a Rádio acabar, e quando eu vi, eu tinha todos esses assuntos, incluindo sexo, e fiquei pensando o que fazer com isso. Meu primo é diretor de criação de uma agência em São Paulo e falou que está todo mundo assistindo e investindo no Youtube, que a nova geração não vê tv e que o Youtube hoje é aonde as pessoas estão se comunicando. Ele me aconselhou que eu deveria, além da tv e da Rádio, também estar dentro do Youtube para não dormir no ponto e para me atualizar. O mundo está girando, as coisas estão mudando e você precisa perceber que isso está acontecendo, o quanto antes. Acho que a gente está em uma época de pensar muito no que é consensual dentro do relacionamento e do sexo. No Penetra, a gente tem “Bianca responde” no final, quando as pessoas mandam perguntas e eu respondo, e sempre as pessoas tinham muito medo das vontades e dos desejos que tinham, se aquilo era normal, como introduzir certas coisas no relacionamento…. eu sempre pensava nessa questão do consentimento, porque as pessoas sempre têm que estar de acordo. Se alguém não quiser, melhor procurar outra pessoa que vá querer compartilhar disso. E aí, eu percebi que essa palavra que define tudo o que pode e o que não pode no sexo e loucura pode ir além se você tiver alguém que possa dividir isso com você. Aí eu pensei como brincaria com a palavra consensual para não ficar tão óbvio e misturar com sensual, sexual… achei que era a palavra perfeita do momento. Na verdade, tem dois meses só de vídeo no Com Sensual.

Vídeo mais marcante do canal? O vídeo que eu mais gosto ainda vai ser postado, mas o vídeo que teve mais visualizações, por incrível que pareça, sou eu entrevistando uma atriz pornô e a gente falando sobre sexo entre mulheres. Teve 18 mil visualizações e é muito louco porque sempre quando tem a palavra sexo eu não consigo divulgar no Facebook, porque quando você pega o link do Youtube e joga no face, ele não lê a miniatura. Se você tiver sexo ou qualquer palavra chave relacionada a isso o Facebook trava e você não consegue postar no seu próprio face – o que é muito ruim porque, poxa, é nas redes sociais que você divulga suas coisas. E esse eu não consegui divulgar e, ainda assim, foi o mais visto. Pela busca mesmo a gente descobre que as pessoas estão querendo saber sobre sexo entre mulheres. Tem vídeos de relacionamento que acabam em menos visualizações do que os de sexo, mas são os vídeos sobre relacionamento que eu consigo fazer mais divulgação nas redes sociais. Então fica essa coisa dúbia, não é? Trabalhar com uma coisa que é tão tabu, que você não pode nem divulgar nas suas redes sociais, só de você usar a palavra sexo, é muita loucura. É um desafio grande entrar na internet por conta dessas questões. 

Qual canal do Youtube você mais assiste? Eu estou começando a entender agora sobre o Youtube. Porque, imagina, eu estou na tv há muito tempo. É um mundo totalmente paralelo, de pessoas que são famosas em um mundo paralelo. Obviamente, o Porta dos Fundos, que todo mundo assiste. Obviamente, é o melhor canal de humor, o melhor tipo de humor, acho eles muito incríveis. Mas nas coisas que eu gosto, por exemplo, eu ainda tenho um pouco de dificuldade de encontrar. Eu gosto muito da Jout Jout, acho ela incrível, ela traz muita informação, muito conteúdo, tem humor… hoje, no Youtube, eu acho ela uma das coisas mais agradáveis de escutar e aprender sem aquela coisa didática. Ela com certeza é uma revelação.

Como saem as ideias para os vídeos? Eu tenho aqueles cem roteiros, que estão praticamente abandonados. No início, eu busquei os que eu achava mais interessantes, só que agora, todos os últimos vídeos, eu nem fui olhar esses roteiros. Vai acontecendo coisas na vida que vão dando assunto pra os vídeos. A história da bebida, por exemplo, tinha acabado de acontecer: eu tinha ficado com um menino e tinha bebido para cacete e tive vontade de botar aquilo para fora e questionar aquilo, sabe? Então, tem coisas que vão aparecendo que dá muita vontade de falar, e como aquilo está ali quente dentro de você, é o momento de você botar para fora. Por isso, que o Youtube é legal. O que eu vou soltar daqui a umas duas semanas é sobre aplicativo de relacionamento… acaba que a história que você vai vivendo vai fazendo você pensar, você questionar os seus amigos, porque, assim, eu gosto muito de perguntar coisas, porque, na verdade, esse sobre relacionamento, veio de um amigo meu que acabou um casamento e disse que hoje estava tudo muito fácil, que você abre um aplicativo e transa no dia seguinte, que as mulheres estão muito fáceis. Como assim as mulheres estão muito fáceis? Hoje em dia as mulheres querem transar, os homens também e por que as mulheres que estão fáceis? Eu estou em um aplicativo de relacionamento e não necessariamente eu estou procurando um sexo, sabe? Eu tô querendo procurar gente nova. Pode ser que eu faça sexo casual ou pode ser que eu encontre o amor da minha vida. Conheço uma amiga minha que está casada, que está grávida de um cara que ela conheceu em um aplicativo. Que mentalidade é essa que as mulheres que estão ali são fáceis? Tem gente que está falando que as prostitutas estão ganhando menos e trabalhando menos porque os caras conseguem fazer sexo de graça pelos aplicativos. Então, assim, esses questionamentos que vão me trazendo certa revolta é que vão fazendo com que eu fique com vontade de colocar temas na frente de todos os cem roteiros que eu tenho guardado.

Como você descreveria o seu canal para a sua avó? É informar, porque sexo é tabu. Eu acho muito louco que sexo é tabu porque para mim nunca foi. Eu sempre fui uma pessoa muito livre, não foi à toa que eu comecei a trabalhar com isso. Foi uma coisa que foi rolando porque eu tenho essa liberdade desde sempre. Eu nunca tive vergonha de falar sobre esse assunto com ninguém, quando eu perdi minha virgindade, a minha mãe foi a primeira pessoa que eu liguei. Eu tenho esse tipo de relação com a minha mãe, como amiga, eu conto praticamente tudo o que acontece na minha vida sexual para ela e eu sempre fui muito curiosa em relação ao sexo. De provar tudo e eu ver se funciona ou não, se eu quero ou não quero fazer de novo… Eu fiz quase tudo em relação ao sexo por curiosidade. Eu até brinco que eu sou investigadora de sexo, porque eu pesquisei muito na minha vida e passei por muita coisa e eu acho que as pessoas têm que experimentar as coisas. Eu fico vendo o que era o mundo da minha avó, e a gente ainda usa aquela frase, que não saiu da nossa cultura, de mulher para casar, que é uma coisa que não muda… A mulher que cuida da casa e dos filhos e que não necessariamente vai te dar prazer, você vai procurar o prazer em outra mulher fora de casa. Esses resquícios vão vindo para a gente. Por isso, eu acho tão importante a gente falar sobre isso. Hoje, a gente quer sentir prazer, a gente faz questão de sentir orgasmo. Hoje, a gente pode ser a mulher que casa e que dá prazer. A gente pode ser as duas. Por isso que eu acho tão importante essa comunicação, a gente estar nos meios de comunicação botando isso para fora e lutando por isso, sabe? Se a gente não fizer isso e lutar pelos nossos direitos, nós não vamos para frente. Eu quero entrar em todos os mundos: trans, drags… para todo mundo ter direitos. E uma palavra que eu acho muito interessante é “destabuzar” esse assunto e falar sobre isso. Vamos falar para as pessoas mais velhas e, inclusive, um dos próximos vídeos que eu quero fazer é sobre o sexo entre os idosos, entre pessoas a partir de 50 anos. Por isso que não é só para os jovens. O meu canal é para todas as idades.

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Canal: DetDetinho – Andre Amendola 

Quantos inscritos? 47.024

Quando começou? Início deste ano, em 2016. Eu já trabalhava com a galera da Parafernalha e já era um pouquinho conhecido. Eu tenho uma vantagem que eu tenho um irmão gêmeo (Delo Amendola) e, aonde ele aparece, todo mundo me reconhece. As pessoas confundem na rua, por causa disso, os vídeos que ele aparecia, eu também acabava ganhando essa visibilidade.

Qual o vídeo mais marcante do canal? 10 mil estalinhos. Primeiro porque é uma parada muito perigosa de se fazer. A ideia mirabolante que eu tive foi pegar 10 mil estalinhos – 14 caixas, cada uma com 50 caixinhas – e juntar tudo em uma garrafa pet. Nisso, eu joguei uma pedra e aquela porra explodiu. A galera ficou surpresa porque não sabia que isso aconteceria. Esse é o vídeo com mais views e continua crescendo, não para.

Por que você decidiu entrar para o Youtube? O Youtube foi a forma mais fácil e é o que te da liberdade, dentro das políticas, de fazer o que quiser. Alguns vídeos do canal não foram monetizados, porque agora entrou uma política chata que, se você falar muitos palavrões ou colocar algum objeto de guerra, você não pode receber. Mas eu já fiz um apelo dizendo que não são bombas, são fogos de artifício, que você encontra em qualquer lugar. Eu sempre gostei de fogos, e pensei: vamos fazer um canal de explosão.

Qual canal do Youtube você mais assiste? Além do meu canal, eu assisto o Japa, o Whindersson e o canal chamado CrazyRussianHacker, que é um russo muito engraçado que faz um monte de experiência doida, um monte de coisa interessante. É bom, o canal dele é muito bom.

Como saem as ideias para os vídeos? A maioria dos roteiros sou eu que tiro da minha cabeça. Grande parte dos roteiros dos vídeos que estão no ar fui eu que tive. Por exemplo, tem um roteiro que é sobre o filme Toy Story, que eu vou fazer o Buzz Lightyear voar literalmente. Eu vou fazer um foguete e ele vai voar. Eu vi o filme e tive a ideia. Tem também um vídeo que é uma utilidade pública, que sou eu mostrando o que acontece quando aquela coisinha da panela de pressão fica entupida. A gente vai lá na praia, vai pegar um forninho elétrico, uma extensão de 30/40 metros e vamos explodir. Sai tudo da minha cabeça, ideias não faltam. 

Como você descreveria o seu canal para a sua avó? Eu diria que é um canal de entretenimento para quem gosta de fogos de artifício, para a galera que gosta de explosão. 

Por que você recomendaria alguém assistir ao seu canal e se inscrever? Porque é o canal que mais bomba no Youtube (risos).

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