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Resenha musical: Kendrick Lamar – DAMN

KENDRICKLAMAR

Todos os dias o mundo exige uma força tremenda de nós. Devemos manter a postura e ser fortaleza no trabalho, estudos e relacionamentos. Até mesmo para mudar esse mundo, nos é exigida a força revolucionária. Olhar para dentro de nós é sinal de fraqueza, atitude de quem não consegue se impor em sociedade. Por isso, artistas como Kendrick Lamar são tão importantes.

Em suas obras, Kendrick sempre busca a mudança. Em Good Kid, M.A.A.D. City, voltou a ser K.Dot, seu apelido de adolescente e rimou sobre como foi crescer na violenta Compton. O álbum termina com Kendrick fugindo das drogas, buscando a religião e começando a sua carreira como rapper. Já em To Pimp a Butterfly, o Rei Kendrick volta a sua cidade para falar sobre o racismo e como o sistema faz os oprimidos se matarem entre si. Apesar de se apresentar quase como um enviado de Deus para resgatar sua comunidade em TPAB, Kendrick dá sinais de que precisa lutar contra seus demônios em faixas como U e For Sale?

Em seu novo álbum, DAMN., Kendrick embarca em uma grande sessão de terapia onde questiona a todo momento se é um fraco ou um “durão”, deixando que o público decida qual característica combina mais com ele. Com a alcunha de Kung Fu Kenny, Kendrick evoca o taoísmo e suas teorias sobre o bem e o mal. Sua própria versão do yin yang na contracapa do álbum, o debate sobre a fraqueza e a força e as faixas com títulos antagônicos (LOVE / LUST e PRIDE / HUMBLE) formam a obra seminal de Kendrick Lamar, que procura olhar para si para encontrar seu lugar no mundo, adaptando-se, movendo-se, como água.

Com DAMN., Kendrick Lamar entra para um rol de artistas que não têm medo de encarar a sua subjetividade. E é valoroso que um rapper faça isso, uma vez que o rap é naturalmente – e até historicamente – identificado com a violência, drogas, sexo e riquezas. Ao se expor como uma pessoa fraca e suscetível ao orgulho e luxúria enquanto pecados capitais, Kung Fu Kenny mostra que não é diferente de ninguém só porque é rapper, negro ou nascido na periferia. Ele têm seus medos, angústias e fraquezas como qualquer um.

Moonlight, ganhador do Oscar de melhor filme este ano, é outro grande representante dessa mudança de mentalidade sobre a subjetividade que acaba com estereótipos. O cineasta Barry Jenkins fala sobre amor, solidão, crescimento e sexualidade de homens negros, sem deixar de lado suas essências e sem transformá-los em caricaturas. Músicos como Tyler, the Creator e Frank Ocean também falam sobre depressão, amor e abandono afetivo sem medo de perderem suas carteirinhas de durões.

Que essas mudanças sejam só o começo de uma nova mentalidade da nossa geração atual e das que ainda virão, que não terão medo de admitir seus medos, fraquezas e de mudar por dentro antes de mudar o que está a sua volta.

Ouça DNA, de Kendrick Lamar:

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