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As mais influentes mulheres de ditadores e líderes autoritários



Lembro bem daquela fala do filme ‘Casamento Grego’. A mãe da grega solteirona que logo fisga o coração do eterno Aidan de ‘Sex and The City’ diz que o homem é a cabeça, mas a mulher é o pescoço e gira a cabeça para onde quiser.  Sim, por trás de todo homem existe uma grande mulher, é temática de vários outros longas. ‘Bel Ami – O Sedutor’, ‘A Outra’, ‘Ligações Perigosas’. Mas e se o grande homem bigode grosso estiver a serviço do mal? Como fica?

A gente selecionou as mulheres de ditadores e líderes autoritários mais… caras de pau?

 

 

Ri Sol-ju

A dita Kate Middleton da Coreia do Norte é super low-key. Pouco se sabe a respeito da mulher do líder supremo Kim Jong-un, a não ser o fato de ela ter 30 anos, vir de uma boa família e ser cantora. Mas dizem as más línguas que toda essa discrição tem um motivo: um estilo de vida mais ousado, que rendeu filmezinho caseiro pornô. Mas logo logo o maridão entrou na jogada e mandou executar 9 músicos que eram da orquestra Unhasu, na qual a senhora Coreia do Norte canta, por terem feito e vendido o conteúdo impróprio. Supostamente. Outro rumor alega que antes de serem apenas eles dois, ela o dividia em um triângulo amoroso.

Foi logo após a morte de Kim Jong II, pai de Kim Jong-un, que ela atraiu a atenção da mídia fazendo sua primeira aparição no funeral. Desde então ela tem sido referência por seu senso de estilo, gosto por bolsas de grife, graça e beleza como cantora.

 

Jeannette Kagame

A primeira-dama de Ruanda é nativa de lá e, desde o genocídio de 1994, foca seus esforços para defender as questões relacionadas aos direitos de crianças e mulheres. Seu trabalho para erradicar o vírus da AIDS tem sido vital para seu marido Kagame e demais líderes. Tanto é que os índices de novas infecções foram cortadas ao meio e teste para as jovens mulheres aumentou na última década. Seu marido leva bastante crédito pela recuperação da Ruanda depois da guerra e  do genocídio, reduzindo corrupção e expandindo os direitos das mulheres. No entanto, seu governo tem muitas restrições à liberdade de expressão. Nas votações recentes por exemplo, as autoridades proibiram partidos políticos de oposição de se registrarem, fecharam muitos jornais independentes e mataram jornalistas e funcionários exilados. Conseguindo assim garantir 93% de todos os votos.

Inkhosikati LaMbikiza

A rainha da Suazilândia é uma das 15 mulheres do rei Mswati III, mas a que mais se destaca. Aos 16 anos largou a escola para casar – a primeira que ele havia escolhido, sendo outras duas selecionadas pela família real. Depois do casamento, desafiou a tradição e ganhou uma licenciatura em Direito, gravou um álbum gospel e ganhou a atenção da mídia com seu estilo. Mas está bem usufruindo das riquezas do rei de 45 anos, que anualmente gasta £31.7 milhões para manter seu harém, algumas das quais o abandonaram devido a abuso físico e emocional.

Asma al-Assad

Foi Londres onde tudo começou. Asma trabalhava no banco J.P. Morgan e Bashar al-Assad estava estudando para se tornar um cirurgião do olho. Casaram-se logo após ele asssumir a presidência em 2000, e desde então a administração de Assad censura mídia e internet, aprisiona pessoas e usa armas químicas contra sua população. Foram mais de 126 mil civis mortos desde 2011. O casal ganhou destaque por projetar uma imagem moderna e ela famosa por suas extravagantes compras e fotos hipócritas de caridade postadas na conta do Instagram oficial do presidente. Isso sem contar um perfil louvável na edição da Vogue.

Cilia Flores

Hugo Chávez foi o cupido que uniu Flores e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Maduro antes era o segurança de Chávez e Flores era uma advogada e membro da equipe de defesa que conseguiu garantir sua liberdade depois de uma fracassada tentativa de golpe. Ela foi a primeira mulher a assumir a Assembléia Nacional e nomeada procuradora-geral da República. Posição que a permitiu colocar mais de 40 membros de sua família em cargos da administração pública. Já o maridão, desde abril, quando assumiu, dizem ter ajudado a alavancar a crise econômica do país manipulando preços, acumulando bens e ordenando prisões em massas de empresários.

Grace Mugabe

Grace é 41 anos mais nova que seu marido e presidente de Zimbábue de 86 anos – antes de ser sua mulher era sua secretária. Apesar de ele ser casado na época, isso não os impediu de terem dois filhos. O casamento foi uma missa católica extravagante. E seu estilo de vida tem sido assim desde então: superluxuoso, com direito a muitas compras internacionais, o que levou os adversários de Mugabe a lhe chamarem de ‘Desgraça’. Alguns dos milhões de dólares, 15 para ser exata, ela usou para processar quem acusou seu marido de corrupção, inclusive nos campos de diamante na parte oriental do país. Já ele governa desde o fim da dominação branca em 1980, sendo acusado de fraude eleitoral e criação de ‘campos de tortura’ onde os ativistas da oposição são espancados e intimidados em silêncio.

Mas de acordo com uma notícia que saiu em 2010, a primeira-dama pulava a cerca com o presidente do banco central do país, Gideon Gono. Quando Mugabe descobriu, teria matado seu guarda-costas, que supostamente sabia do caso mas achou melhor ficar quieto.

Zimbabwe's President Mugabe kisses his wife as he arrives to attend his country's 33rd independence celebrations in Harare

Sara Nazarbayeva

A primeira-dama do Cazaquistão, formada em engenharia econômica, é responsável pela fundação do Bobek, um fundo de caridade internacional de crianças que concedeu-lhe até um prêmio humanitário. No entanto, ela disse que não é a favor de pessoas de outros países adotarem as crianças de lá. Diz ela que “Temos que cuidar dos nossos próprios filhos e não dá-los ao exterior”. Enquanto Sara se dedica à caridade, seu marido, que é presidente há 21 anos, já foi acusado de abusos aos direitos humanos, de limitação de liberdade política a violência contra mulheres.

Rania Al Abdullah

A rainha da Jordânia já trabalhou no marketing do Citibank e na Apple, e desde seu casamento com o Rei Abdullah II, tem usado sua posição para defender vários setores da sociedade. Além de suas conquistas, a bela foi votada a rainha mais bonita pelas revistas “Harper’s Bazzar” e “Queen”. Já seu marido é acusado de vários casos de prisões arbitrárias, tortura e interferência nos meios de comunicação.

Zeinab Suma

Relatos a respeito da primeira dama da Gâmbia não são lá dos melhores. Ela já foi chamada de ‘gold digger’ (pessoa interesseira), vigarista e até de diabo, que gosta de ver a população sofrer. Ela causou um alvoroço depois que seu marido se casou com sua segunda mulher; mudou-se para os Estados Unidos e ameaçou divórcio.

Já a fama do presidente Yahya Jammeh é de uma governança paranóica e supersticiosa. Ele teria ordenado a prisão de várias pessoas de seu círculo íntimo de amizades por conspiração. Ele, que já afirmou que poderia curar o vírus da AIDS com ervas, está em quarentena, lutando contra o câncer no cérebro. Mas sua condição só piora. Médicos preveem que ele irá falecer em breve.

Constancia Mangue

A mulher de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, presidente da Guiné Equatorial, é famosa por seu trabalho humanitário, que a tornou uma figura fundamental para a evolução da mulher no país. Ela fundou uma ONG que ajuda na defesa dos direitos das mulheres e crianças. Além disso, ela faz parte do comitê nacional na briga contra o câncer, é vice-honorário da Associação de Solidariedade Nacional para Deficientes e tem posições similares em diferentes organizações da África.

O presidente assumiu em um golpe de Estado, tendo servido como chefe de Guarda Nacional sob o sangrento reinado do último ditador, Francisco Macías. Teodoro, que governa o país com o maior PIB per capita do continente africano, não é livre de acusações. Aliás é acusado de canibalismo. Dizem que ele come partes de seus oponentes para ganhar mais poder.

 


++ PEOPLE

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